Muitos de nós partilham o mesmo cardápio em reuniões de família: lasanha com bastante recheio, cuscuz, pudim de sobremesa, bolo de coco gelado… a lista vai longe! São muitas as receitas afetivas saídas do caderninho escrito à mão que passam de geração para geração. Esse ato de comer comidas cheias de significados e memórias faz parte do conceito de cozinha afetiva ou comfort food.

As expressões cozinha afetiva e nutrição amorosa certamente nos evocam simpatia e bons sentimentos, mas para além disso, do que se tratam de fato? o que uma psicóloga que virou cozinheira tem a ver com isso?

Tudo começa no conceito de alimentação equilibrada

Quando se fala em alimentação equilibrada, muitas pessoas já imaginam aquela lista de alimentos proibidos pelos médicos, ou ainda, pensam em um prato cheio de verduras sem graça.

No entanto, a falta de informação ou a dedução incorreta sobre o assunto faz com que as pessoas entrem em pânico ou neuroses quando o assunto é alimentação equilibrada. E por conseqüência, cria-se o hábito de achar que é sinônimo de alimentação restritiva.

Alimentação equilibrada X Alimentação restritiva

A alimentação equilibrada tem por fundamento a variabilidade constante, ou seja, um pouco de tudo. Enquanto que a segunda tem por fundamento a restrição de alguns alimentos, ou seja, a “proibição” de consumir determinados alimentos e/ou nutrientes.

Se somos tão diferentes, porque queremos seguir sempre o mesmo padrão?

Fazemos parte de um planeta que possui mais de sete bilhões de pessoas espalhadas por seis principais continentes. Cada território possui diversas culturas, e, ao se referir à palavra cultura, estamos também falando de disponibilidade de alimentos, clima, alimentação e pratos típicos de cada região. Esses pratos típicos e a alimentação possuem uma grande variedade de modos de preparo. Por conseqüência, há diversos hábitos culturais, pratos, nutrientes e sabores.

Tais nutrientes e a disponibilidade deles para o nosso consumo interferem diretamente em nossa formação fisiológica, ou seja, no desenvolvimento do nosso organismo. Logo, se analisarmos melhor esta questão, iremos perceber que não existe um único padrão de alimentação que possa ser seguido e que fará o mesmo efeito em todos.

Precisamos ter aquela conversa sobre alimentação restritiva e o que cada um deve comer

Não existe uma alimentação “ideal”, até porque são tantos hábitos pessoais, culturas e ideias diferentes, que a sua definição de perfeição não é a mesma para outra pessoa do outro lado do mundo. E quando as pessoas não conseguem perceber essa lógica simples, ficam obcecadas em querer seguir a dieta que todos estão seguindo.

Essa obsessão resulta em diversas dietas restritivas e padronizadas, sendo muitas delas maléficas à nossa saúde. Esquecemos de ouvir o que o nosso corpo nos pede para sofrermos tentando seguir um padrão. O resultado disso é que ficamos infelizes, não conseguimos atingir nossos objetivos e especialmente sentimos que nossos esforços são insuficientes.

Mais importante do que seguir um padrão pré-estabelecido, é procurar entender a SUA história pessoal, SEUS hábitos alimentares, SUAS necessidades, e a partir disso organizar a SUA alimentação. É recomendado que esse processo seja feito com a ajuda de um profissional que tenha essa visão, conhecida como alimentação intuitiva e nutrição amorosa.

O problema é que as pessoas estão se impondo regras rígidas demais, sem dar ouvidos para o seu querer mais íntimo. A saúde vem junto quando passamos a ouvir o que nosso corpo pede ou precisa. Quando você trata seu corpo com carinho, ele te dá isso de volta.

Já reparou que quando estamos mais em sintonia com nosso paladar, a gente percebe que ele pede coisas mais nutritivas?

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Nutrição amorosa

alimentação equilibrada

Existe uma conexão direta entre alimentação equilibrada e a nutrição amorosa. De forma simples, é a ideia de ouvir o que o corpo precisa, usando a comida como uma fonte de transformação com delicadeza. Ou seja, é um tipo de nutrição na qual você não precisa seguir uma regra específica para se alimentar. A nutrição amorosa te leva a dar um voto de confiança a si mesmo.

Na linha da nutrição amorosa, você pode comer o que quiser e alimentando também sua alma. Essa linha propõe uma avaliação complexa e profunda dos seus hábitos, sua cultura, sua rotina e seus objetivos.

Obviamente é preciso fazer um trabalho de ajustar quantidades e qualidade do que se come e por isso escutar os sinais do próprio corpo é tão importante: você está satisfeito? Então não precisa comer mais como um ato mecânico… Isso não significa mudar toda a alimentação, mas oferecer a você mesmo novas alternativas, novos caminhos.

Para manter uma alimentação saudável, é necessário conter todos os grupos alimentares em seu cotidiano. A alimentação deve conter alimentos dos diversos grupos como: verduras, legumes, arroz, macarrão, feijões, frutas e até mesmo gordura e açúcar (opte por alternativas saudáveis) e atender às necessidades nutricionais do indivíduo.

Nutrição amorosa, cozinha afetiva e o plant based

São muitos nomes para falar das coisas mais simples rs. Vamos lá!

Parte da afetividade da nutrição amorosa vem da cozinha afetiva, que nada mais é do que comida feita com afeto, que desperta em nós afetos também… faz lembrar o quintal da avó, o lanche da escola, o feijão da mãe, a festa com amigos, aquela viagem… é confort food!

Culinária afetiva é comida feita com tempo e propósito, oposta às fast foods, da produção em massa. É comida pessoalíssima, feita por uma pessoa para outras pessoas.

O plant based, por sua vez, tem tudo a ver com cozinha afetiva!

A  plant based whole food diet é uma alimentação baseada em alimentos de origem vegetal, assim, é uma cozinha que remete à origem. Todos os alimentos, em conjunto, fornecem uma alimentação equilibrada e que garantem todos os nutrientes necessários.

P.s.: Se você é novo por aqui, você tem que ler esse post sobre Dieta Plant Based

Uma alimentação inadequada, por si só, já pode causar vários problemas de saúde.Quando ela está aliada a maus hábitos como pouca ou nenhuma atividade física, tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas e excesso de peso, os prejuízos podem ser ainda maiores. Como exemplos de complicações de saúde ligadas à alimentação desequilibrada, podemos citar: diabetes, doenças cardiovasculares, hipertensão e câncer.

alimentação equilibrada

Portanto, fique atento ao querer fazer uma mudança drástica em sua alimentação sem consultar um especialista, ouça seu corpo com atenção, busque fornecedores locais com boa reputação e grau de confiança e mantenha sempre uma boa alimentação que lhe trará inúmeros benefícios, tais como: melhora da disposição e do humor, controle adequado do peso, intestino regulado, pele, cabelos e unhas firmes e vistosos.

Seguir uma alimentação equilibrada nos faz pessoas melhores, com novos hábitos de extrema importância para o nosso organismo, afinal, como diz a querida Marcia Daskal  “nós somos aquilo que comemos”.

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